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O nascimento da tragédia 150 anos depois


Evento transmitido no canal oficial no Youtube da UNIFESP


Exatamente no dia 02 de janeiro de 1872 chegava às livrarias da Alemanha O nascimento da tragédia a partir do espírito da música, escrito por um jovem professor de Filologia, da Universidade da Basiléia na Suíça. Friedrich Nietzsche enfrentava, com o livro, toda uma tradição já estabelecida de interpretações da tragédia grega. Os primeiros leitores, com raras exceções, o criticaram com veemência. Foi preciso esperar a virada do século XIX para o XX, para que esse pequeno livro pudesse encontrar leitores entusiasmados, em especial artistas. Hoje, “apolíneo e dionisíaco”, “socratismo estético” e tantas expressões que aparecem no livro fazem parte do aparato filosófico no campo da estética, mas não sem tensões, invencionices, excessos e mal-entendidos.

150 anos depois de sua publicação, o que ainda podemos dizer, não apenas “sobre” ele, mas igualmente “a partir dele”?

Para relembrar a data, a Faculdade de Filosofia e o PPGFIL da UFPA e o PPGF da EFLCH/UNIFESP se unem num colóquio com a presença de convidados e convidadas do Brasil e do exterior.


Programação:

Segunda-feira, 6.06.2022Conferência - 14h: João Constâncio / Mesa 1 - 19h: Roberto Barros [UFPa], Ivan Risafi [UFPa], Fernando Barros [UnB]

Terça-feira, 7.06.2022Conferência - 14h: Rodrigo Duarte [UFMG] / Mesa 1 - 19h: Wander de Paula [UFES], Ricardo Dalla Vecchia [UFG]

Quarta-feira, 8.06.2022 Conferência - 14h: Oscar Quejido [Complutense/Madrid] / Mesa 1 - 19h: Márcio Benchimol [Unesp], Márcio Lima [UFSB]

Quinta-feira, 9.06.2022Conferência - 14h: Scarlett Marton [USP] / Mesa 1 - 19h: Rosa Maria Dias [UERJ], Olímpio Pimenta [UFOP]

Sexta-feira, 10.06.2022Conferência - 9h: Claus Zittel (Universität Stuttgart / Ca’ Foscari Venezia) / Conferência - 14h: Oswaldo Giacoia [UNICAMP / PUC-PR] / Mesa 1 - 19h: Ivo Silva [Unifesp], Isadora Petry [Doutoranda/Unicamp]

Por Henry Burnett

"O que eleva uma opinião “polêmica” à condição de “crítica musical”? Ou, em outro lugar, o que permite que um “crítico” atravesse a vida nessa condição sem jamais falar mal de um disco sequer? Questões simples de responder, mas difíceis de justificar. Rapidez, excitação, audiência, “cordialidade” e afins. Abre-se a porteira para um assunto qualquer por meio de uma matéria veiculada num grande e ambíguo jornal. De qualquer lugar da internet os comentários pululam no fim da página ou uma réplica no dia seguinte não deixa o assunto, que está bombando, morrer. O editor, sempre atento, é atraído não pelo debate interno das “ideias”, mas pela repercussão. Pronto, nasce um 'crítico'"

Por Gabriel Dib Daud De Vuono

"En 2021 celebramos el centenario del nacimiento del pensador y maestro brasileño Paulo Freire que nos hace recordar su trayectoria y aportes a la construcción de un proyecto transformador de sociedad de base popular. En esta ocasión es oportuno discutir las ideas de Paulo Freire sobre la formación de una educación crítica y liberadora".

Por Francisco Fontanesi Gomes

"Giueseppe Arcimboldo (1527 – 1593) talvez seja um dos meus artistas italianos preferidos de todos os tempos. [...] Arcimboldo é uma estrela que se destaca completamente fora de sua constelação. Seu brilho, que parece tão estranho e inconstante, quando observado de perto chega a nos cegar por um breve momento de tão assustadora a sua capacidade criativa. Não apenas nos agrada, nos incomoda."

Por Henry Burnett

"Os extremos nunca parecem o melhor caminho, mas estão cada vez mais na ordem do dia, logo é preciso não se acovardar. Não sei se é um caso extremo esse debate mais recente envolvendo a canção “Com açúcar, com afeto”, composta por Chico Buarque a pedido de Nara Leão em 1966. O próprio Chico minimizou a repercussão de sua fala em entrevista ao Brasil 247: “Achei que foi uma reação absurda. Não havia motivo. Não imaginei que fosse suscitar alguma polêmica, alguma controvérsia. Eu disse que não cantava mais “Com Açúcar, com afeto”, como de fato não canto há muitos e muitos anos. E um artista deixar de cantar uma música, não me parece uma notícia”.

Por Márcia Carvalho

"Todo dia dois de fevereiro, logo pela manhã, ouço a canção dedicada ao dia de Dorival Caymmi. Assim, de maneira cíclica, Dorival atravessa minha vida com essa canção. [...] Em sua obra, Caymmi empresta dos mitos seus elementos para entrelaçar melodia e letra. Em seu canto falado retrata o imaginário popular nas fronteiras do sagrado e do profano, resgatando a tradição oral de contar histórias do cotidiano e do culto à religiosidade, reverberando uma mistura entre mitos e realidade".

Por José Miguel Wisnik

"Espelho musical do mundo, de Henry Burnett, é guiado por uma hipótese extraída das bordas d’O nascimento da tragédia de Nietzsche, e que pode ser resumida assim: o vínculo arcaico entre palavra e música, remontando a uma canção popular originária que terá contribuído crucialmente, segundo a interpretação nietzscheana, para a origem da tragédia grega, permanece vivo na tradição da canção popular brasileira".

Por Leonardo Camargo da Silva

"Logo cedo, na manhã do dia 1º de novembro, fui tomado pela notícia do falecimento do pianista Nelson Freire, aos 77 anos. Meio sem pensar, abri o Spotify, fui aos álbuns favoritos, e procurei a sua delicada interpretação de Orfeu e Eurídice, melodia da ópera de Gluck, arranjada por Sgambatti. [...] Uma coisa levou à outra e, quando dei por mim, já havia ouvido o Concerto para Piano n. 3, e a Suíte n. 2 para Dois Pianos, de Rachmaninov, interpretada por Freire e sua amiga de longa data, a pianista argentina Martha Argerich. [...] Entre uma peça e outra, deixei-me atravessar pela emoção da perda do nosso reconhecido virtuose."

Por Márcia Carvalho

"Dona Militana é uma reconhecida romanceira brasileira. Nascida no sítio Oiteiros, em São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, em 1925 [...]. Dona Militana foi descoberta pelo folclorista Deífilo Gurgel ainda nos anos 1990, quando ele pretendia entrevistar o seu pai, Atanázio, mestre do fandango. Desde menina trabalhava com o pai na roça, e o ouvia cantar histórias e romances, além de entoar aboios e fandangos. Assim, Dona Militana continuou a cantar os romances que aprendeu com o pai, além de inventar mais alguns, num canto criativo aberto a reinvenções".

Por Alexandre Squara

"Se 2020 tivesse sido um ano normal, um dos nomes que mais teríamos ouvido falar é o de João Cabral de Melo Neto cujo centenário teria se celebrado. É certo que a pandemia não corrompeu a matemática nem o avanço do tempo, o poeta pernambucano encontrou o centésimo ano a partir do nascimento, mas – como tudo que não é vírus, doença e morte foi ofuscado em 2020 [...] Cabral fez cem anos no pior ano da história recente do mundo, e este fato, de alguma forma, pode ser a grande homenagem que o espírito do tempo prestará ao poeta".

Por Francisco Fontanesi Gomes

"Com sua simplicidade quase elegante e quantidades exorbitantes de nicotina, sua História com a intelectualidade é algo que também se compra, caro leitor, quando se compra um maço. Sua simbologia é tão importante quanto o produto em si. [...] Bom, meu ponto está exatamente nisso, caro leitor. Tentar refletir um pouco sobre essa origem da carga simbólica do cigarro e, em especial, a carga simbólica do cigarro transmitido pela pintura. E não há, caro leitor, um artista em que o tabaco esteja em mais evidência do que no norueguês Edvard Munch (1863-1944)."

Por Clarice Sabino

"No primeiro instante é isso

ficar

pacientemente sentar

nessa mesa vazia

até que o espaço se arredonde

em pequenos grãos e tudo em volta

se encha de brilhos e risadas"

Por Suzana Maria Loureiro Silveira


"Entre a cidade ideal e a cidade material

Condições negam o real

Mas o que é real? Ou o real para quem?

Realidades, diversidades, multipli-cidades

Homogeneidade"

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